Pré Natal

Pré Natal

Image

Uma agenda repleta de compromissos passa a fazer parte do dia a dia da mulher assim que se constata uma gravidez. Consultas, avaliações físicas e outros exames, que devem ser realizados em laboratório de análises clínicas e medicina diagnóstica, preenchem nove meses de uma intensa maratona médica. Por se tratar de um evento fisiológico, a assistência ao pré-natal é como uma supervisão da natureza e cabe ao médico saber atuar no momento correto para garantir o melhor para o bebê e a mãe. O Ministério da Saúde recomenda que a gestante visite o médico pelo menos seis vezes até o parto, mas grande parte dos especialistas prefere ver suas pacientes com uma frequência maior. O atraso menstrual leva a paciente à consulta. Depois de constatada a gravidez, já se deve iniciar o pré-natal.

Frequência e teor das consultas
Embora o número de consultas varie de acordo com a conduta de cada médico e também conforme as peculiaridades da gestação, em geral a paciente é orientada a retornar ao consultório do obstetra mensalmente até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, ocorrem duas visitas, uma em cada quinzena. Já no nono e último meses, o encontro com o especialista passa a ser semanal. Toda essa rotina serve para cuidar da saúde de mãe e filho e acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê. Estes são os pontos abordados e as avaliações feitas durante uma consulta de pré-natal:

  • Conversa com a paciente para saber como anda seu estado geral, quais sintomas vem apresentando e, a partir da 20ª semana, indagação sobre os movimentos do feto.
  • Medição da pressão arterial.
  • Verificação do peso.
  • Aferição da altura do útero e da circunferência abdominal.
  • Ausculta dos batimentos cardíacos do feto.
  • Solicitação de exames médicos (laboratoriais, de imagem e outros, se necessário).

Exames obrigatórios e exames especiais

Confira, fase a fase, os exames a que toda gestante deve se submeter e o que eles apontam para o médico. Lembre-se, porém, de que cada gravidez é uma situação única, com muitas variáveis, o que pode determinar a realização de exames especiais ou de outros testes não listados aqui. Existem casos particulares, que devem ser tratados de maneira diferenciada.

Assim que iniciado o pré-natal

Exame de Sangue
Determinar o tipo sanguíneo da gestante (importante para outras providências, caso o fator Rh seja negativo), dosar hormônios e anticorpos da tireoide, detectar possíveis infecções (como sífilis, HIV, hepatites A, B e C), verificar se a gestante não tem anemia, dosar os níveis de açúcar no sangue e definir se a paciente corre ou não o risco de contrair doenças como rubéola, citomegalovirose e toxoplasmose. Também é feita uma pesquisa de trombofilias congênitas, essencial para prevenir o trabalho de parto prematuro e alertar para doenças hipertensivas da gestação, como pré-eclâmpsia e help síndrome, que podem causar óbito fetal. A critério do médico, o exame de sangue pode ser repetido várias vezes ao longo da gestação, mas deve ser solicitado, no mínimo, uma vez a cada trimestre.

Exame de Urina
Detectar uma eventual infecção urinária e a presença de proteínas que podem indicar tendência a desenvolver pré-eclâmpsia. Útil também no acompanhamento de gestantes diabéticas.

Exame de Fezes
Investigar a presença de parasitas no intestino que podem provocar, entre outros problemas, anemia.

Exames obrigatórios e exames especiais

  • Entre 5ª e a 8ª semana de gestação

Ultrassonografia intravaginal
Visualizar o embrião e o saco gestacional, calcular o tempo de gravidez e a data provável do parto. Normalmente, se realizado após a sexta semana, possibilita ainda ouvir os batimentos cardíacos do embrião.

  • Entre a 11ª e a 14ª semana de gestação

Ultrassonografia da transluscência nucal
O principal objetivo desse exame é a medicação da espessura de um fluido entre a pela e a gordura da nuca do bebê. O resultado aponta uma menor ou maior chance de haver anomalias, sendo a principal delas a Síndrome de Down. Nesse mesmo exame, verifica-se uma eventual ausência do osso nasal, que pode ser também um indício de alteração cromossômica. Outras finalidades são: medir o bebê, atestar sua vitalidade pela ausculta dos batimentos cardíacos e observar o ducto venoso, um vaso que pode dar aos médicos sinais de possíveis problemas cardíacos. Se o exame apontar a possibilidade de alguma alteração cromossômica no feto, o médico deverá solicitar exames complementares.

  • Entre a 20ª e a 22ª semana de gestação
    Ultrassonografia morfológica
    Além de medir o feto e estimar seu peso, esse exame analisa os órgãos do bebê, que, a essa altura, já se encontram formados. Na maioria dos casos, é possível visualizar o sexo da criança. Se o aparelho usado for de tecnologia 3D ou 4D, consegue-se até mesmo observar seus traços faciais.
  • Entre a 24ª e a 28ª semana de gestação
    Triagem de diabetes gestacional
    Verificar se a paciente desenvolveu diabetes gestacional, uma doença que requer cuidados especiais e possível antecipação do parto. O exame é conhecido como curva de tolerância glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose. No laboratório, a gestante bebe um copo de glicose e depois é submetida a algumas coletas de sangue para análise.
  • Entre a 34ª e a 37ª semana de gestação

    Triagem de estreptococo beta-hemolítico

    Trata-se da análise laboratorial de uma amostra de secreção vaginal e outra do reto para rastreio de uma eventual infecção causada pela bactéria estreptococo do grupo B, que pode ser passada para o bebê durante o nascimento e provocar até a morte do recém-nascido. O tratamento, para os casos positivos, consiste na administração de antibióticos para a gestante no dia do parto.

    Ultrassonografia do terceiro semestre
    Esse exame é importante para acompanhar o tamanho, o peso e a posição do feto. Ele também avalia a maturidade da placenta e a quantidade de líquido aminiótico. Pode ser realizado com tecnologia Doppler, um recurso que facilita a detecção de problemas na gestação. O número de ultrassonografias no último trimestre de gravidez depende das necessidades de cada paciente e da conduta particular do médico, portanto, esse exame poderá ocorrer mais de uma vez.

Exames especiais

Alteração no resultado de um dos exames comuns do pré-natal (citados acima), gravidez após os 35 anos, gestantes com doenças prévias (como lúpus, câncer, doenças do colágeno etc.), grávidas com diabetes ou hipertensão, histórico de doenças hereditárias na família e gestação de múltiplos. Essas são algumas das situações consideradas de risco pelos médicos e que levam à necessidade de um pré-natal ainda mais cuidadoso tanto em relação à frequência de consultas quanto à realização de exames específicos. Conheça alguns dos testes adicionais, que podem ser solicitados, se a paciente necessitar de uma assistência intensiva:

Teste de Coombs

Quando o fator Rh da mãe é negativo e o do pai positivo, a mulher deve solicitar esse teste, feito por exame de sangue. Ele revela se houve contato entre o sangue materno e o do bebê para que seja iniciado o tratamento antes que o feto se prejudique. Isso porque a incompatibilidade sanguínea pode levar à eritroblastose fetal, quando o corpo da mãe destrói as hemoglobinas do bebê e pode levar à morte, Realizado mensalmente, em jejum de três horas.

Biópsia do vilo corial (11ª a 14ª semana):

Solicitada normalmente quando existe a suspeita de alterações cromossômicas no feto. A dúvida pode surgir, por exemplo, após o exame de ultrassonografia de translucência nucal. O procedimento consiste na análise de uma amostra da placenta, coletada por uma agulha, que é inserida através do abdômen da gestante. O exame apresenta um risco pequeno de provocar aborto.

Amniocentese (a partir da 13ª semana):

Semelhante à biópsia do vilo corial, também objetiva a constatação de anormalidades genéticas no feto. Nesse exame, porém, a amostra analisada é do líquido amniótico, que envolve o bebê. Assim como no exame anterior, existe o perigo de causar um aborto.

Ultrassonografia transvaginal (a partir da 12ª semana):

Indicada quando a gestação tem alto risco de prematuridade, como no caso de gêmeos, tem como finalidade checar as condições do colo do útero. Se houver probabilidade de ele se romper, o que pode levar ao parto prematuro, o médico avalia a possibilidade de realizar uma cerclagem uterina (cirurgia que costura o colo do útero para reforçar seu fechamento).

Fibronectina fetal (18ª à 24ª):

É uma análise da secreção vaginal para avaliar a chance de nascimento prematuro. Realizada em mulheres de alto risco para parto prematuro, como as que tiveram o problema em gestação anterior ou apresentam o encurtamento do colo uterino.

Ecocardiografia fetal (a partir da 28ª semana):

Com um aparelho de ultrassonografia, observa-se detalhadamente o funcionamento do coração do bebê. Esse exame vem sendo cada vez mais adotado pelos médicos como uma rotina, dentro do pré-natal, mesmo para pacientes de baixo risco. Entretanto, muitos obstetras ainda o requisitam apenas para situações específicas, em que a probabilidade de anomalias cardíacas no feto é maior. Alguns desses casos ocorrem se a mãe tem alguma malformação congênita do coração ou quando é constatada uma alteração cromossômica no feto.

Perfil biofísico fetal (após a 28ª semana)

Realizado por aparelho de ultrassom, esse exame é solicitado quando existe a suspeita de o desenvolvimento do bebê estar comprometido. Indicado nas gestações de alto risco, ele avalia movimentos respiratórios, movimentos dos membros, tônus muscular, reatividade da frequência cardíaca e volume do líquido amniótico.

Ultrassom Obstétrico

Image

Acompanhado de médicos especializados, o Ultrassom Obstétrico permite observar de perto o desenvolvimento do bebê e diagnosticar precocemente eventuais problemas na gestação.

O exame é de extrema importância e deve ser feito durante o pré-natal, ou seja, ao longo da gestação, e seu objetivo é fazer o acompanhamento da mãe e do bebê.

Afinal, essa é uma parte muito importante na vida da mulher e, para que ela seja vivida de forma mais tranquila, é preciso ir às consultas regulares de pré-natal e realizar os exames de imagem, como o ultrassom gestacional.

O que é o Ultrassom?

Image

Muito além de descobrir o sexo do bebê, o Ultrassom permite investigar e acompanhar todas etapas da vida intrauterina. Esse exame funciona através de um aparelho que emite ondas sonoras para produzir imagens.

No caso do Ultrassom obstétrico, a medida que o som é emitido e projetado, ele desenha o que está dentro da barriga da mãe e, assim, a imagem vai sendo gerada em uma tela.

Quando ele é indicado?
A ultrassonografia obstétrica é indicada para, desde as primeiras semanas até o nascimento, monitorar o desenvolvimento do bebê, avaliar a placenta e o líquido amniótico que protege o feto.

Também é possível determinar a idade gestacional e também a provável data do parto.

Através desse exame, é possível diagnosticar determinados problemas fetais e, se descobertos precocemente, podem ser evitar complicações que coloquem em risco a vida da mãe ou do neném.

O ultrassom morfológico deve ser realizado entre 20 e 24 semanas de gestação para estimar a idade gestacional e, principalmente, melhorar a detecção de anomalias fetais e gravidezes múltiplas.

Ele também colabora na redução da indução do parto em uma gravidez pré-termo, além de melhorar a experiência da gestação para as mulheres.

Sexo do bebê
A curiosidade para descobrir o sexo do bebê é natural entre as gestantes e pais também. E o ultrassom tem sido o método mais escolhido para isso.

Mas, neste momento, é muito importante verificar a experiência do médico, assim como a qualidade da máquina de ultrassonografia, pois isso vai facilitar a obtenção de um resultado mais preciso.

Geralmente, as informações mais assertivas são obtidas a partir do segundo trimestre, do quarto mês de gravidez em diante. Nessa fase é que é possível observar as sutis diferenças dos órgãos sexuais masculino e feminino.

Ultrassom na Gestação

Há algum risco?
Não há nenhum risco para a gestante e nem para o feto. O Ultrassom Obstétrico não utiliza radiação ionizante e não causa efeitos colaterais danosos. É um procedimento seguro e totalmente recomendável para as mulheres grávidas.

Tipos de ultrassom

Ultrassonografia transvaginal
Solicitado no início da gestação (até a décima segunda semana) Além de detectar a gravidez, também identifica o número de bebês e a idade. Também é possível analisar a anatomia do útero, dos ovários e se há presença de sangramento placentário.

Ultrassonografia transvaginal morfológica
Ocorre no primeiro trimestre da gravidez. Além de definir a anatomia do bebê é medido a translucência nucal, que observa a presença de possíveis malformações e alterações cromossômicas, como, por exemplo, a Síndrome de Down

Ultrassonografia obstétrico
Pode ser feito a partir da 12ª semana de gestação. Avalia aspectos como posição do bebê, peso, aspecto da placenta e a quantidade de líquido amniótico. Nesse exame é possível ouvir os batimentos cardíacos e observar os movimentos do concepto.

Ultrassonografia obstétrica com Doppler colorido
Esse exame tem por objetivo observar o fluxo sanguíneo da mãe e do bebê para diagnosticar uma possível patologia e determinar os níveis de oxigenação do feto.

Ultrassonografia morfológica
Este exame é realizado por via abdominal e normalmente é feito entre a 20ª e 24ª semana de gestação. Avalia também a formação de cada órgão e estruturas do bebê.

Abrir chat
1
Olá,
Em que posso ajudar?